quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Aula do dia 22 de Novembro



SEXUALIDADE NA ESCOLA





SEXUALIDADE NA ESCOLA

Trabalhar a sexualidade na escola tem sido durante anos algo tido como “proibido”, os professores em sua maioria não sentem-se a vontade para trabalhar tal temática com seus alunos, entretanto nos dia atuais cada vez mais cedo os adolescentes descobrem e sentem-se curiosos para debaterem sobre a sexualidade. Desta forma a escola e os professores devem superar tabus e incluir em suas aulas o referido assunto, buscando esclarecer as dúvidas que permeiam os alunos. A TV veicula novelas, filmes dentre outras programações que de certa forma em alguns momentos são erotizadas fomentando assim a curiosidade das crianças e dos adolescentes.
 Desta forma os professores devem ter uma postura informativa e orientadora buscando tratar de assuntos tais como: iniciação sexual, doenças sexualmente transmissíveis, métodos anticoncepcionais dentre outros assuntos.  Claro que a família também tem seu papel importante nestas informações, os mesmos devem conversar com seus filhos e orientá-los sem receio, pois a escola sozinha não dará conta deste papel, sendo assim reforçamos a importância da relação família e escola, mas encontramos famílias que possuem valores conservadores e preferem não falar sobre o assunto cabendo a escola toda responsabilidade de informá-las.
Segundo os PCN's, a orientação sexual deve fazer parte do Plano Político Pedagógico da escola, sendo desenvolvida de forma continuada por todas as disciplinas, não apenas com ações pontuais e/ou isoladas. Ela deve contribuir para a construção de seres livres, capazes de desenvolver e exercer sua sexualidade com prazer e responsabilidade, bem como para garantir o acesso à saúde, ao conhecimento e à informação, direitos fundamentais de todo cidadão.

REFERÊNCIA: Brasil. Secretária de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: pluralidade cultural, orientação sexual / Secretária de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.





Conversando sobre sexo



Série Saúde Preventiva

Conversando Sobre Sexualidade
 

A sexualidade é algo que vamos aprendendo e experimentando durante toda a vida. Aprendendo? Pois é, diferente do que muita gente pensa, a sexualidade não é um processo biológico, que só tem a ver com os órgãos sexuais e os hormônios. As sociedades e as pessoas vão formando sua compreensão e vivência da sexualidade ao longo do tempo. Os comportamentos, os desejos, as ideias são tanto individuais quanto sociais.



Como as pessoas e as sociedades mudam, a sexualidade também muda. Até pouco tempo atrás se pensava que as mulheres não sentiam desejo sexual e só transavam para engravidar e satisfazer seu marido. Já os homens podiam transar quando quisessem , com quem quisessem e quanto mais cedo começassem, melhor!



Muita coisa mudou, mas ainda há muito preconceito. Se não, como explicar o fato de que as mulheres, jovens ou adultas, sejam chamadas de "galinhas" quando ficam com muitos rapazes ou se já tiveram muitos namorados? Em que elas são diferentes dos homens, que têm muito mais liberdade e se relacionam com quem quiserem?



E as discriminações que os gays e lésbicas sofrem todos os dias? Não podem namorar na frente de ninguém e nem mesmo apresentar para suas famílias as pessoas por quem estão apaixonados/as! Tudo isso é muito injusto e causa sofrimento. E é por isso que as pessoas, principalmente as mais jovens, terminam por pensar e viver a sexualidade como se fosse uma coisa feia, misteriosa, cheia de proibições e medos, quando deveria ser uma experiência boa, que dá alegria e prazer.



Muitas pessoas acreditam que a sexualidade é uma necessidade física, como comer, beber água, fazer xixi. Um instinto, como se diz por aí. Mas, se vocês pensarem bem nas suas próprias experiências, num instante vão descobrir que é bem diferente, não é?



Para o desejo acontecer não basta apenas a ação dos hormônios, mesmo eles sendo muito fortes na adolescência. O fundamental é que a pessoa se sinta estimulada e aí pode ser uma lembrança, uma imagem, um toque, um cheiro,uma música e tantas outras coisas...



 Têm momentos da vida em que o tesão fica mais forte, em outros ele nem aparece, e isso é completamente normal. Afinal, a vida de todo mundo é repleta de muitos acontecimentos, bons e maus, e isso se reflete na sexualidade.



Os afetos também são muito importantes. Gostar de alguém, ter carinho, amizade, respeito, confiança levam as pessoas a querer ficar juntas, se conhecer, se tocar, ter prazer uma com a outra.



Além disso, na vivência da sexualidade também entra o pensamento, não é só emoção; a razão funciona o tempo todo e é o que faz as pessoas escolherem o momento, o/a parceiro/a, o que se quer, ou não, experimentar.



Também é muito comum se pensar que sexualidade é apenas transar, ou seja, algo que acontece entre duas pessoas,jovens ou adultas, onde tem que haver contato entre os órgãos genitais e penetração do pênis na vagina.



Esta é uma forma muito antiga de se pensar na sexualidade e está ligada à ideia de que transar tem a ver só com reprodução, com engravidar e ter filhos/as. Mas reproduzir é apenas uma das coisas que pode acontecer quando as pessoas mantêm relações sexuais, só que não é a única.





Uma experiência sexual legal e gostosa oferece muitas outras possibilidades. Pode ser realizada sozinho/a ou com outra pessoa. Beijar, abraçar, acariciar, cheirar, tocar, lembrar, imaginar, podem dar muito prazer e alegria, não é verdade?

É possível experimentar várias coisas com o próprio corpo e com o das outras pessoas, só não vale quando provoca sensações desagradáveis, dor, angústia, medo nas pessoas envolvidas, ou quando um dos dois não está a fim.



Na vivência sexual não se pode nunca obrigar alguém a fazer o que não está com vontade, nem permitir que os outros façam isto com você. É um direito de todas as pessoas não se submeterem a atos que não desejam. Infelizmente ainda é muito comum que os rapazes queiram transar com as namoradas dizendo que assim elas estão lhe dando “uma prova de amor”. Isto é um grande absurdo, pois transar com quem se gosta pode ser ato de amor, paixão, carinho, respeito, mas nunca pode ser “prova” de nada. Fazer sexo é uma experiência maravilhosa, que deve ser compartilhada e desejada pelas pessoas que estão envolvidas, não deve ser jamais uma obrigação, um constrangimento e muito menos um ato de violência.



Apoio:



EED / Novib / Fund. Mac Arthur



SOS CORPO - Gênero e Cidadania

Rua Real Torre, 593 Madalena

CEP 50610-000 Recife-PE

Fone: 81 3445.2086 Fax: 81 3445.1905





Aula do dia: 8 de novembro

Está aula iniciou-se com a dinâmica do objeto da bolsa, a mesma consistia em escolher um objeto que estava dentro da bolsa e falar sobre ele e depois socializar com a turma. Escolhi o celular e falei o seguinte:

O celular que carrego em minha bolsa se faz indispensável em meu dia a dia, a partir dele me comunico com pessoas que por hora estão distantes, serve-me como um passa tempo nas horas de tédio, dentre suas outras utilidades.

Após a dinâmica falamos da sexualidade relacionadas a infância de acordo com Freud.

____ Fases psicossexuais segundo Freud:

Fase oral: 0 a 12 / 18 meses
  
Características principais: a região do corpo que proporciona maior prazer à criança e a boca. É pela boca que a criança entra em contacto com o mundo, é por esta razão que a criança pequena tende a levar tudo o que pega à boca. O principal objeto de desejo nesta fase é o seio da mãe, que além de a alimentar proporciona satisfação ao bebê.



 Fase anal: 12 a 18 meses

Características: Neste período a criança passa a adquirir o controle das fezes, a zona de maior satisfação é a região do ânus.
 

 Fase fálica: 3 a 6 anos

 Características: Nesta etapa do desenvolvimento a atenção da criança volta-se para a região genital.

Inicialmente a criança imagina que tanto os meninos quanto as meninas possuem um pênis. Ao serem defrontadas com as diferenças anatômicas entre os sexos, as crianças criam as chamadas "teorias sexuais infantis", imaginando que as meninas não tem pênis porque este órgão lhe foi arrancado (complexo de castração). É neste momento que a menina tem medo de perder o seu pênis.

Neste período surge também o complexo de Édipo, no qual o menino passa a apresentar uma atração pela mãe e a se rivalizar com o pai, e na menina ocorre o inverso.


Fase de latência: 6 anos a puberdade

Características: este período tem por característica principal um deslocamento da libido da sexualidade para atividades socialmente aceitas, ou seja, a criança passa a gastar sua energia em atividades sociais e escolares.
 

Fase genital: puberdade / adulta

 Características: neste período, que tem início com a adolescência, há uma retomada dos impulsos sexuais, o adolescente passa a buscar, em pessoas fora de seu grupo familiar, um objeto de amor.



Em seguida através de  cartazes apresentamos nossos blogs para a turma.